O CCMP

O Centro Cultural do Ministério Público do Maranhão

O Centro Cultural tem como proposta dar visibilidade ao trabalho do MPMA.

O Centro Cultural do Ministério Público do Maranhão surge num contexto de exuberância artística, na cidade de São Luís, reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, com o propósito de oferecer à comunidade um espaço de artes, de múltiplas linguagens, que promova interlocução diferenciada com o Parquet Timbira, operando a serviço da transformação social, favorecendo também a atividade extraprocessual;

Apresentação

Neste dia nacional do Ministério Público, o tempo nos traz de volta a um de nossos recomeços. O endereço da Rua Oswaldo Cruz, 1396 – Centro, já foi a sede administrativa do Ministério Público. Hoje, a reinauguramos como o primeiro Centro Cultural do Ministério Público maranhense, quiçá brasileiro, porque, como disse nosso Ferreira Gullar, “a arte existe, porque a vida não basta”.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, o primeiro marco internacional que influenciou todas as Constituições modernas, estabeleceu que todos, sem qualquer exceção, temos todos os direitos, em qualquer lugar e a qualquer tempo. A Declaração dos Direitos Humanos é a declaração de nossa humanidade. E a dimensão humana é a dimensão da arte, da criatividade, da capacidade de abstração e da transformação. O cidadão somente exerce sua cidadania se tiver a plenitude de seus direitos, o que inclui seus direitos culturais.

E o cidadão maranhense, na capital Patrimônio da Humanidade, deve exercer esses direitos como uma forma de devolver à nossa São Luís a pujança e o vigor da força cultural de seu Centro Histórico. Nosso Centro Cultural, no prédio Aurora Correa Lima é também um presente do Ministério Público para nossa cidade, para a revitalização constante do local por onde desfilou a carruagem de Ana Jansen, de onde ainda reverberam ecos dos pregões dos vendedores de DERRESOL e por onde palmilharam os chamatós dos brincantes do bumba-meu-boi.

Nosso Centro Cultural tem pretensões de ser local de serviço para a comunidade maranhense, tanto em nossa atividade-fim, a promoção da ordem jurídica democrática, como no uso da arte para a um só tempo enlevar nossa humanidade e utilizar produtos e atividades culturais para, de forma sempre transparente, prestar contas à sociedade sobre nossas atividades institucionais, propiciando ao cidadão o controle social sobre nossos projetos e programas, previstos em nosso Planejamento Estratégico, por meio de exposições, rodas de conversa, apresentações artísticas, debates e outras formas de manifestação cultural.

A edificação desta obra só passará a ter vida com a presença das pessoas, razão primeira de nossa existência institucional. Todos estão sendo chamados para dela compartilhar, porquanto, muito mais que uma conquista material, representa o fortalecimento de uma casa construída em solo fértil, que tem como missão acolher a todos, independentemente de sua classe social, credo, cor e prestígio político e econômico.

Fazemos esta entrega no dia de hoje por sua importância institucional e para nossa sociedade. Além dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, comemoramos em 2018 os 30 anos de nossa Constituição Cidadã. Estamos hoje aqui pelo trabalho dos homens e mulheres que nos antecederam e que, em tempos difíceis, desbravaram os caminhos por nós hoje trilhados. Foi Celso Magalhães, nosso patrono, que se expôs ao promover a acusação contra a baronesa de Grajaú, pela tortura e morte do escravizado menino Inocêncio. É novamente ele que se põe à exposição, no mural que guarnece a lateral externa de nosso Centro Cultural, para lembrar à nós e à toda a sociedade, que o Ministério Público Cidadão somente cumpre sua missão de velar pela ordem democrática se formos, cada um de nós, promotores de direitos humanos e entes de transformação social.

É da lembrança desses que nos antecederam, como a servidora Rosa Coutinho, ou os Procuradores de Justiça Suvamy Vivekananda Meireles, Ilzé Vieira de Melo Cordeiro, Antonio Carlos Pereira Lobato , José Bento Nogueira Neves e da Promotora de Justiça Aurora Correia Lima, que nomeiam algumas das instalações desse nosso novo espaço institucional, que fazemos que os ventos do tempo não apaguem nossas marcas e sim nos façam planar acima delas, para vê-las por inteiro, registrando-as em honra de seu valor histórico e da importância das conquistas alcançadas para a sociedade maranhense.

Homenageio, enfim, todos os companheiros de viagem, de ontem de hoje e de sempre, nessas trilhas em que batalhamos pela cidadania, pela Justiça e pela Democracia.